Segurança Capturado

Suspeito de matar policial da Rota no Jardim Helena é preso na Praia Grande

Thiago Bruno de Menezes, 29 anos, é suspeito de participar do assassinato do cabo da Rota Jefferson Ferreira, no dia 20 deste mês. Polícia Militar teria dito a portal de notícias que Menezes era foragido e membro do PCC (Primeiro Comando da Capital)

28/06/2020 00h58 Atualizada há 3 meses
Por: Pedra Pequena
O cabo morto Jefferson Ferreira | Reprodução/Redes sociais
O cabo morto Jefferson Ferreira | Reprodução/Redes sociais

Policiais Militares da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) prenderam na madrugada deste sábado (27), na Praia Grande (a 71 km de SP), Thiago Bruno de Menezes, 29 anos, suspeito de participar do assassinato do cabo Jefferson Ferreira, no dia 20 deste mês, no Jardim Helena.

Segundo a PM (Polícia Militar) ao portal de notícias UOL, "TH", como é conhecido Menezes, era foragido da Justiça e membro do PCC (Primeiro Comando da Capital).

O suspeito foi encontrado após o serviço de inteligência da PM receber a informação de que um dos assassinos de Ferreira estar escondido na Praia Grande. Equipes da Rota seguiram para o endereço indicado, onde localizaram o suspeito.

Menezes foi levado à delegacia de Praia Grande e depois reconduzido ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, responsável pela investigação do assassinato do policial, onde foi interrogado.

De acordo com o que o delegado Fábio Pinheiro Lopes, diretor do DHPP, disse ao UOL, o detido foi ouvido na delegacia e, como estava foragido, foi preso. A princípio, no entanto, ele não teria ligação direta com o homicídio do policial.

"Ele é gordo com o que aparece na imagem, mas tem um metro e meio de altura", afirmou. "Estamos trabalhando no caso, e a Rota tem nos ajudado", disse ao site.

Possível integrante do PCC

Ainda segundo o UOL, além da PM, a Polícia Civil também indicou Menezes como integrante do PCC, e que ele já foi preso acusado de integrar o "tribunal do crime" da facção, cuja função seria matar inimigos da organização criminosa.

Menezes e outros 16 homens do PCC foram acusados de matar por espancamento e estrangulamento seis integrantes de uma facção criminosa inimiga do PCC em 2017, em Guarulhos.

Uma sétima vítima daquele mesmo crime, identificada como Fernando Nunes Alves, foi morta a tiros pela quadrilha quando era atendida no Hospital Municipal de Urgência da cidade.

Em 11 de dezembro de 2017, os acusados tiveram a prisão temporária decretada. O mandado expedido contra Menezes não foi cumprido. O mesmo aconteceu em relação a ele com o mandado da prisão preventiva, em 16 de fevereiro de 2018.

Em 22 de maio de 2019, a 3ª Vara Criminal de Guarulhos condenou Menezes a 10 anos e cinco meses de prisão, em regime fechado, por associação ao tráfico de drogas e associação à organização criminosa. Porém, ele encontrava-se foragido.

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